thisisanfieldLembrem-se de Mãe Dinah. De Madame Sadalla, Rogério de Ogum e de outros grandes videntes do cenário internacional. Claro, todos eles tiveram seus grandes fracassos, o que significa em boa parte das vezes, a sobrevivência de uns tantos e a boa saúde de outros. Se dar uma opinião é pôr em risco a própria reputação, estipular uma previsão é pôr em risco a reputação e o futuro alheio. Sendo um jogo de risco zero, como bom covarde que sou, arriscarei meu palpite.

Levando-se em conta o cenário e o modo como jogou nas oitavas de final da Liga dos Campeões da Europa nesta semana, o Liverpool pinta como favorito ao título. Hão de levantar objeções: o Real Madrid jogou como um time de bairro, havendo quem jure ter visto um time amador em campo, que por meio de hologramas, iludira o público afirmando ser o Real Madrid.

Dada a pixotada de Canavarro e o modo como Pepe jogou-se ao chão quando viu que não alcançaria a bola, eu não poderia discordar de tais opiniões. A inoperância do ataque- com um Raul desesperado, tal qual um rapazola de 17 anos- aliada à morbidez que os merengues apresentaram em campo talvez apaguem o modo como o Liverpool jogou.

Fernando Torres e Gerard fizeram um primeiro tempo espetacular. Babel e mesmo Kuyt todos davam a impressão de que, dadas as dificuldades do Campeonato Inglês, era a Liga dos Campeões que sofreria a fúria de Anfield.

Claro, também não menosprezemos o fato de que o Liverpool ficou uma semana treinando, pois já eliminado da Copa da FA, teve sábado e domingo livres, ao contrário de boa parte dos times da LC. No entanto, a postura do Liverpool não foi só física e sim de atitude.

Mais uma vez, a atitude de um time que decide jogos essenciais.