Inicialmente, é de se fazer apologético aos caros e parcos leitores deste veículo. Natural que a periodicidade prejudicada das postagens pode afastá-los, mas, amigos, peço que entendam- é melhor não falar nada a tripudiar de vosso tempo.
Ademais, as Olímpiadas têm ocupado meu tempo. Eu não diria exatamente meu tempo fático, o tempo como espectador dos jogos- até porque são tantas as modalidades, o horário é muitas vezes inconveniente e, claro, há muitas competições somente atraem por curiosidade- mórbida, talvez.
Estava eu a admirar os feitos de nadadores, judocas, esgrimistas, praticantes do badminton, tenistas de mesa, hoqueístas de grama, handebolistas e que tais, quando me dei conta e de mim para mim, passei a indagar a viabilidade de acompanhar, como humilde espectador, falido em dotes esportivos e com a boa vontade bonachona que caracteriza todo aquele desprovido de talento, mas milionário da sede pelo desforço e elegâncias humanas inerente aos esportes- o dia a dia, a rotina dos esportes olímpicos.
Imaginei-me acompanhando nadadores a quebrar recordes em Omaha ou Auburn ou torneios de judô em Cubatão, Seul, Cruzeiro do Oeste, Jacobina, Tóquio, Florença ou Melbourne. Imaginei, imaginei, sonhei, deslumbrei-me com a possibilidade- que, na verdade, demonstra-se impossível.
Desculpem-me todos, porém não consigo compreender a motivação que leva alguém a acompanhar a rotina de boa parte dos esportes sem estar diretamente ligados a eles- como atletas, parentes ou, no mínimo, praticantes ocasionais.
É bem verdade que guardo rudeza e ignorância que me impedem de fruir competições que se distingam de futebol e talvez a isso esteja entranhada a força, malévola e eficaz, do hábito. Minha criação vendo, ouvindo, vibrando, sofrendo e respirando futebol teriam agido a embotar minha sensibilidade? É uma hipótese.
Não é a única, talvez. Afinal, como acompanhar com a mesma ênfase, provas em que não se pode ter perfeita noção do que ocorre ou na qual as situações são diretas, óbvias ou em que rareiam (e estou sendo generoso) as possibilidade de o pequeno ou o francamente pior superarem o gigante, o phelptico, o dreamteanesco?
De modo que é sensacional, é espetacular, mas de tempo em tempo, nos pegamos falando de estádios grandiosos, de ninhos de pássaro, cubos de água, piscinas de 3 metros de profundidade, cidades poluídas, crianças que dublam, fogos de holograma e tudo mais que complete um espetáculo- musical, teatral, cinematográfico, televisivo.
As Olímpiadas são um show de entretenimento espetacularmente divertido. Mas, peço o milésimo perdão, desta vez por falar em pleno curso do evento, jamais podem ser comparadas a eventos no qual o futebol é o centro das atenções.
15 Agosto, 2008 at 10:35 am
Velho, descobri uma paradinha muito massa: um contador de visitas que registar de que lugar são os visitantes num mapinha que você coloca na página.
Veja no meu blog. Clica lá que tem o link. Descobri, se isso for verdade mesmo, que tenho leitores no Sul, tchê! Hehe!