
Estamos na quarta rodada. Melhor, passamos a quarta rodada, e ninguém, nem uma mísera alma penada comenta sobre os jogos. É até patético o modo como o Campeonato Brasileiro deste Ano da Graça de 2008 se desenrola aos olhos de toda a Nação. Até agora nem um mísero traço digno de nota nos campos deste país. Por outra: Até agora, o campeonato realmente não começou e estamos todos torcendo para o Sport (como o QueméaBola?) ou Corinthians, na Copa do Brasil, nossa Copinha ou pelo Fluminense ou Boca Juniors na Libertadores da América, que são os verdadeiros campeonatos brasileiros deste meio de ano.
Naturalmente, a CBF parece pouco interessada em relação a esse marasmo. Afinal, o grande interesse da mequetrefe Confederação (e de seus asseclas ao redor dos Estados, as Federações) é vender amistosos Mundo afora (leia-se Eua, Europa, Arábias ou qualquer lugar que ofereça dinheiro e jogos terríveis de monte) e tratar dos negócios de 2014. Enfim, nem cabe mais falar da CBF, falemos do campeonato.
Ora, mas é impossível falar deste campeonato sem falar da cebêefe. Tentemos. A quantidade de mudanças de técnicos, a recentíssima venda de Marcelo Moreno para a Ucrânia, o patético de times que foram tratados por jornalistas (os bons, diga-se) como sensação e que agora demonstram não passar de arremedos de clubes, tudo isso contribui para a impressão generalizada de que tudo está perdido.
Calma, amigos, eu vos peço. Ok, Santos e São Paulo doeu em nossos olhos. O Fluminense ainda não leva o campeonato a sério (e o Segundo Turno é o que importa, dizem). Grêmio e Vasco fazem partida de um nível de série Y. Mas tenhamos calma.
É importante dizer certas coisas, para além da CBF: ainda que o calendário brasileiro seja muito ruim (e é), e que, conquanto seja uma insanidade não explorar o produto para a televisão de forma mais rentável, muito dos problemas, técnicos, táticos, antropológicos e metafísicos do nosso futebol deve-se aos próprios clubes. São eles que não valorizam o espetáculo, que anuem com o calendário, a tevê, alguns campos de futebol lamentáveis, entre outras coisas.
Não é de se desesperar, todavia. Há muito a fazer e hoje depende muito mais dos clubes do que da Confederação ou das Federações de Futebol. Então, meu caro, tenha esperança.
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Preciso comentar o entrevero entre Náutico e Botafogo. E o farei de forma simples: Ridículo por parte da polícia, que se supera a cada dia em cada Estado deste país. Estranho por parte da torcida, que num arroubo de moralidade, indignou-se com dedos médios fálicos em riste. Lamentável por parte do jogador, André Luís, tresloucado, desesperado em campo (No episódio policial, sua reação foi, certo modo, compreensível).
E, sim, Bebeto de Freitas me pareceu digno. Preferiu responder por ora o processo. Ainda que desista disso logo amanhã, gostei do seu ato, quixotesco como sua figura, que acaba produzindo declarações nem sempre felizes, mesmo quando correta. No entanto, penso que precisamos de uns 20 Bebetos de Freitas na série A. Só assim teremos um Campeonato Brasileiro que não seja caso de polícia.